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A Saúde pública para Marcelo Castro - Por António César

Umas das bandeiras de Marcelo Castro é a descentralização dos serviços de saúde

Créditos: António César Imagem: Reprodução Imagem: Reprodução

Enquanto atividade comprovada e proposta de campanha para concorrer uma vaga no senado federal, a área da saúde pública continua como uma das prioridades para o então candidato Marcelo Castro. Este, ao longo dos anos, durante o seu exercício cotidiano na política partidária piauiense - entre dificuldades, erros e acertos, tem incorporado nas suas obrigações (no âmbito da gestão pública e suas relações), preocupações e ações desencadeadas no que se refere à política de saúde piauiense, ainda que as ações desenvolvidas no estado e municípios não atendam à demanda real desta questão social, uma das mais preocupantes em todo país. Até mesmo porque, as dificuldades enfrentadas nos serviços públicos de saúde refletem - além de outras questões - o modelo de saúde ainda utilizado no Estado do Piauí, que pouco se assemelha àquele implantado no cenário nacional ainda na década de 1990, quando da universalização dos serviços de saúde e da descentralização dos mesmos.

Vale lembrar que, se por um lado os anos 90 trouxeram inovações jurídicas, inclusive, no cenário da saúde pública - enquanto direito, cidadania e política social, por outro, expressaram dificuldades e erros em boa parte da implementação de suas ações, nesse bojo, o processo de descentralização da política de saúde que tem se arrastado pelo Brasil até a atualidade.

No contexto piauiense, apesar da implementação de programas e serviços básicos e de média complexidade em cidades pontuais através das regionais de saúde, a capital Teresina continua abarcando maciçamente os serviços disponibilizados na área da saúde pública, especialmente, os denominados de alta complexidade. Fato que desequilibra a distribuição das ações terapêuticas, cirúrgicas e curativas, que onera gastos para quem mora em outros municípios além de provocar inchaço no âmbito hospitalar teresinense, recinto que também atende uma parte da população de outros estados onde, consequentemente, dificultam o acesso às vagas ao próprio povo piauiense, principalmente, ao sertanejo que mora distante da capital do estado.

Por isso, no sentido de salvar vidas, a necessidade urgente da descentralização dos serviços de saúde pública no Estado do Piauí (de forma organizada, supervisionada e fiscalizada) é, para nós, uma das prioridades - indiscutivelmente. A distribuição e incremento das ações em saúde pública em cidades/regionais pelo estado, como o serviço de tratamento oncológico implantado no Município de Parnaíba é um exemplo disso, ou seja, da descentralização de serviços públicos obrigatórios, necessários e essenciais para a manutenção da nossa saúde e, inegavelmente, da nossa vida. Uma ação desenvolvida a partir do empenho de Marcelo Castro no que se refere ao processo de descentralização da saúde no estado, um dos seus objetivos na vida pública.

“Como ministro, dei início a um processo de descentralização da saúde pública no Piauí. O tratamento de câncer, por exemplo, era oferecido unicamente no Hospital São Marcos, em Teresina. Expandimos esse serviço para o Hospital Universitário e também para Parnaíba” (CASTRO APUD BRITO, 2018).

Neste sentido e, por eu ser mais um piauiense que defende o modelo da descentralização dos serviços de saúde física e mental, comungo com a proposta de campanha do candidato Marcelo Castro - sob registro 151 - que trata da ampliação e descentralização do setor saúde em nosso estado, ainda que se precise entender as dificuldades e interesses das relações públicas e partidárias. Mesmo assim, uma boa parte de nós acredita e torce pela viabilidade da proposta, até porque, já faz parte do perfil público do candidato, a área da saúde construída gradativamente e sem exageros, é só pesquisar.

Portanto, “de acordo com o candidato, a proposta é dar continuidade a esse processo de descentralização, investindo para além da atenção básica nas cidades”  (BRITO, 2018).

Diante o exposto, por ser uma área que vivenciei os dois lados: 1- o da teoria e prática como prof. universitário, pesquisador e autor, e; 2- o de usuário dos serviços públicos de saúde em tratamento oncológico (quimioterapia e radioterapia) subsidiado pelo sus e pelo plamta no Município de Teresina, bem como, no sentido de solicitar serviços mais eficazes e disponíveis na área da saúde mental para nossa região - locus que tem apresentado alto índice de pessoas que passam por transtornos e comportamentos ligados à esta questão, como é o caso da depressão, fragilidade emocional e mental, entre outros, cujo tem levado vários de nós ao suicídio, justifico e expresso o meu voto para Marcelo Castro, candidato ao senado federal pelo estado piauiense.

Logo, fica o meu apelo, argumento e voto de confiança na proposta em foco com o objetivo de Impulsionar passos firmes a serem trilhados e, quem sabe - dias melhores no que se refere à política de saúde piauiense, sobretudo, que esta seja responsavelmente descentralizada sob orientação, supervisão e fiscalização.

Para tanto, sob a ótica de muitos piauienses, a saúde pública para Marcelo Castro não tem sido somente a ocupação de cargos oriundos das relações construídas na carreira política, mas também o empenho de esforços com resultados positivos, em menor e/ou maior quantidade e qualidade, de acordo com as possibilidades, limitações e interpretações críticas como a nossa. Vale refletir!

Atenciosamente,

Antônio César Dias de Macêdo

São Raimundo Nonato-PI,  02/10/2018

REFERÊNCIAS:

BRITO, Lídia. Marcelo Castro defende política de descentralização da saúde. 12/08/18. Disponível em: https://cidadeverde.com/noticias/279800/marcelo-castro-defende-politica-de-descentralizacao-da-saude

MACÊDO, Antônio César Dias de. Evolução histórica da política de saúde no Estado da Paraíba: 1960 a 1990. João Pessoa: Ideia, 2004.

Fonte: Antônio César
Editor: Evandro Jr

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