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CPMI da JBS: PT e PMDB evitam brigas e miram MP

Membros do MPF e executivos da JBS concentram 80% dos requerimentos; depoimentos de Lula, e Geddel

Créditos: Google Carlos Marun - Presidente da CPMI Carlos Marun - Presidente da CPMI

As primeiras reuniões da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) criada para investigar a JBS estão marcadas pelo cerco à antiga cúpula da Procuradoria-Geral da República (PGR), comandada por Rodrigo Janot, e por um pacto de não-agressão entre parlamentares da base e da oposição. Ao menos um acordo tácito já está evidente entre os membros: o de evitar, pelo menos por enquanto, convocações de nomes que possam constranger o presidente Michel Temer (PMDB) e o PT.

Levantamento com base nos requerimentos votados a toque de caixa na reunião da quinta-feira passada mostra que foco da comissão será o Ministério Público Federal (MPF) e o acordo de delação premiada firmado por executivos do grupo J&F. Das 53 convocações ou convites aprovados, mais de 80% são referentes a pessoas ligadas à empresa ou à Procuradoria-Geral da República. Até agora foram apresentados 229 pedidos, entre convocações, convites, quebras de sigilo e outros, dos quais 102 foram aprovados.

Os requerimentos ligados ao núcleo político, que poderiam levar os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (PT), além do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) e o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a prestar esclarecimentos à CPI mista da JBS foram deixados de lado nesta fase e dificilmente serão aprovados enquanto o tal pacto estiver valendo.

A “afinidade de objetivos” foi admitida pelo relator, Carlos Marun (PMDB-MS), que estuda até ceder um cargo no comando da CPI mista a um nome indicado pelo PT. O pedido foi feito pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) com o argumento de que, por ter a segunda maior bancada na Câmara, o PT tem direito pelo menos a uma sub-relatoria ou à vice-presidência do colegiado. Dos dez pedidos apresentados por petistas, apenas um se refere a um nome ligado ao governo Temer: o do presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro.

Fonte: G1
Editor: Evandro Júnior

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