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Dilma diz que 'vai avaliar' possível disputa ao Senado ou Câmara em 2018

"Minha única certeza é de que estarei na luta, aconteça o que acontecer.

Créditos: Divulgação. Dilma Roussef Dilma Roussef

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou em entrevista ao jornal português Diário de Notícias que irá avaliar uma possível disputa ao cargo como candidata ao Senado ou à Câmara em 2018. Ela relata que sobreviveu a dois golpes e que sempre continuará fazendo política. Apesar de ter sido afastada do cargo de presidente, Dilma tem direitos políticos.

A ex-presidente defende as eleições diretas e diz que ainda há tempo de salvar a democracia "Minha única certeza é de que estarei na luta, aconteça o que acontecer. Vivi dois golpes, sobrevivi aos dois, nunca fui candidata antes de disputar a Presidência da República e sempre fiz política. Vou continuar fazendo. Este é o caminho para conter o retrocesso. Reitero: o momento é grave, mas ainda há tempo de salvar a nossa jovem democracia e promover a retomada da economia. A palavra é legitimidade. Um banho de legitimidade para lavar a alma do Brasil. Para isso, "Diretas, Já".", disse Dilma em entrevista ao Jornal português Diário de Notícias.

Questionada sobre o governo de Temer após um ano, a ex-presidente reprova a atitude do atual presidente, Temer, por ter limitado o investimento em educação e saúde aos mais pobres. "Sem dúvida, a decisão do teto dos gastos [limite ao investimento em saúde e educação por 20 anos] é de colocar os "cabelos em pé" por retirar do Orçamento os mais pobres ao longo de cinco eleições presidenciais. É inconstitucional.", relatou a DN.

Dilma afirma também que não tem dúvidas que o país reconhecerá o caráter golpista, manipulador e corrupto do impeachment e do governo daí resultante e diz que o impeachment foi obtido através da compra de votos de parlamentares. A ex-presidente relata ter sido vítima de um golpe e que governos internacionais a apoiam. Para ela, a economia não melhorou no governo de Temer, e que "a crise econômica atinge dimensões de recessão, o desemprego cresce a níveis estratosféricos e a crise orçamental explode.", disse Dilma Rousseff.

Dilma e a campanha de Lula nas eleições de 2018
A ex-presidente garante a participação na campanha de Lula para presidente nas eleições de 2018 e que a rejeição do povo vem caindo constantemente. "É imprescindível para assegurar o caráter democrático do pleito e garantir o futuro e a esperança de milhões. Ao darem o golpe, os golpistas pensavam que nos destruiriam, mas quem acabou destruído foram os partidos conservadores, PSDB e PMDB, fortalecendo um candidato de extrema-direita [Jair Bolsonaro]. Agora, a aposta dos golpistas é a condenação de Lula para impedi-lo de concorrer porque, em todos os cenários, ele tem o dobro das intenções de voto dos demais concorrentes somados.", afirmou Dilma.

Fonte: 180 graus
Editor: Evandro Jr.

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