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Dinheiro do empréstimo da Caixa ao governo do Estado volta a ser alvo de denúncias

O Palácio de Karnak parece que virou uma “casa de horrores”, disse Robert.

Créditos: ALEPI Robert Rios, Deputado Estadual Robert Rios, Deputado Estadual

O deputado estadual Robert Rios (DEM) repetiu na tribuna da Assembleia Legislativa, durante pronunciamento, que está indignado com a forma como o dinheiro do empréstimo de R$ 315 milhões, concedido pela Caixa Econômica Federal ao Governo do Estado do Piauí está sendo distribuído entre parlamentares da base governista no Palácio de Karnak.

Rios lembrou que já faz mais de um mês que o Governo recebeu o dinheiro para a execução de obras e, até o momento, nenhuma delas está sendo realizada. Segundo o orador, o Palácio de Karnak parece que virou uma “casa de horrores”, com a divisão do dinheiro do empréstimo comandada pelo governador Wellington Dias, de acordo com o que falam os deputados na hora do cafezinho.

“O Governo negocia, com sua poderosa base, com o seu transatlântico cheio de deputados, cada um querendo uma parte maior do que o outro. Seria cômico se não fosse trágico. Chegou ao ponto de um deputado entrar na sala de reuniões do governador e o governador dizer 'aquele calçamento que você fez, lá em Oeiras, sem autorização, sem licitação, eu não vou autorizar o pagamento, vejam a gravidade, deputados metendo os pés pelas mãos”, comentou.

“Se alguém coloca um técnico em uma secretaria, o técnico irá produzir resultados para o estado, mas se colocam um deputado para secretariar, via de regra este irá cuidar da eleição e do mandado dele. Isso estava acontecendo em todas as áreas do governo. Até ao ponto em que todos os secretários, com exceção do secretário de Segurança, que bom ou mal, estava cuidando da segurança do Estado, estavam fazendo pontes, estradas, praças, calçamento”, reclamou.

O deputado entende que não é preciso mais provas do que essas para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) tomar as providências cabíveis. Rios lembrou ainda do dinheiro dos empréstimos consignados, que continuam sendo cobrados aos funcionários estaduais e não repassados aos bancos.

Fonte: portalsrn.com.br
Editor: Evandro Jr.

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