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Eleições: MDB deverá indicar o candidato a vice na chapa de Wellington

Nos bastidores, a conversa é que Margarete Coelho disputará uma vaga na Câmara Federal

Créditos: Reprodução Themístocles Filho, Presidente da ALEPI Themístocles Filho, Presidente da ALEPI

Uma conversa reservada entre o governador Wellington Dias (PT) e o presidente da Assembléia Themístocles Filho (PMDB), semana passada, no escritório da residência oficial, selou um entendimento entre o chefe do governo e a bancada peemedebista no Legislativo. Com isso, o partido não só deu respaldo à aprovação de matérias do Executivo votadas nesta terça-feira (17), como encaminhou o compromisso de que a indicação do candidato a vice-governador caberá ao MDB.

Embora a cúpula do PP tenha procurado desmentir a informação divulgada aqui no blog de que a vice-governadora Margarete Coelho comunicou a seus seguidores e líderes na cidade de São Raimundo Nonato, que será candidata a deputada federal, a questão parece já ter sido fechada. E ela, talvez, já sabendo disso tratou de planejar o seu futuro político e eleitoral, a fim de não ser atropelada pelo tempo, já que aguardar uma definição que a cada dia é postergada pode inviabilizar qualquer projeto.

Obviamente que se nos dias que antecederem a realização das convenções partidárias que irão homologar candidaturas e alianças, ocorrerem mudanças de última hora e o direito de indicação do nome do vice for revertido e couber ao PP, fica mais fácil, do que o contrário. O que aconteceu é que a vice-governadora quer estar preparada para o caso de seu nome ser preterido, começando um trabalho de articulação a fim de ir para uma campanha de deputada em condições viáveis de chegar lá.

Nesta terça-feira, as conversas nas rodas de deputados era a de que o MDB conseguiu que a indicação do candidato a vice-governador fosse feita por ele, embora o anúncio do nome seja marcado após um entendimento com os líderes dos partidos da base do governo e evitar descontentamentos naturais. O governador continuará conversando com os presidentes dos partidos da base para fechar a chapa majoritária uma vez que, depois da vice, falta definir o outro candidato que se unirá a Ciro Nogueira na disputa.

Wellington Dias não enfrenta dificuldades para montar a aliança governista só na chapa majoritária. Na disputa proporcional, alguns partidos como o MDB, PDT e PSD, não estão gostando da posição do PT de disputar as eleições para a Assembléia com uma chapa solitária, sem alianças ou com 1 ou dois partidos que não ameacem o seu projeto de ampliar sua bancada na Casa. Os aliados querem que seja lançado um “chapão” que garanta maior soma de legendas e atinja um coeficiente eleitoral alto.

Mas esse é um assunto que só será definido em julho, a partir do dia 10, quando inicia o prazo de 20 dias para a realização das convenções. Até lá a prioridade do governador é fechar a chapa majoritária já que, enquanto alguns partidos pleiteiam a indicação do vice, outros querem a segunda vaga na chapa de senador, incluindo o PT, que quer a senadora Regina Sousa como candidata. O primeiro passo parece que já foi dado e nele está refletida a tendência de que ao MDB caberá indicar o nome do vice.

Fonte: portalaz.com.br/Paulo Fontenelle
Editor: Evandro Jr.

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