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Empresários voltam a protestar na Alepi contra alta nos impostos

A categoria trouxe um trio elétrico e um pato gigante para a frente da Assembleia

Créditos: cidadeverde.com Protesto de empresários no Piauí contra o aumento de imposto Protesto de empresários no Piauí contra o aumento de imposto

A classe empresarial do Piauí já está na Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa do Piauí na tentativa de barrar a aprovação do projeto de lei enviado pelo governador do Estado, Wellington Dias (PT) que aumenta as alíquotas do ICMS. 

A categoria trouxe um trio elétrico que está em frente a Alepi, na Avenida Marechal Castelo Branco, com um pato enorme escrito: Não vamos pagar o pato.com.br”. 

A entrada principal para ir ao plenário da Casa está bloqueado por policiais. A informação repassada ao Cidadeverde.com é de que a liberação ocorrerá apenas no momento da plenária, às 11 horas.

A base do governo quer votar o projeto ainda hoje na Comissão e no plenário devido ao requerimento de urgência urgentíssima apresentado pelo líder do governo na Casa, deputado João de Deus, subscrito por mais de 14 parlamentares. 

O presidente da Associação dos Jovens Empresários do Piauí, Landerson Carvalho, destacou que o aumento dos impostos atinge não somente a classe empresarial, mas todos os cidadãos.

Também presente na Comissão está o presidente da OAB-PI, Chico Lucas. "A Ordem já se posicionou contra o aumento e nós acreditamos que onerar a cadeia produtiva vai trazer mais crise. Precisamos de outras soluções, como cortar despesas, não aumentar o ICMS", disse o advogado.

O presidente da Associação Industrial do Piauí (AIP), Gilberto Pedrosa, criticou o projeto dizendo que a medida é uma manobra para as eleições de 2018.

"Essa é a primeira vez que vejo empresários e povão unidos com sindicatos contra um projeto de governo. Ficou claro que esse projeto é um grande caixa para a eleição. O objetivo é claramente a reeleição", disse.

O presidente da Fiepi, Antônio José de Moraes Souza Filho, também presente na Alepi, afirmou que o projeto é contra a população, pois quem paga a conta final é o cidadão.

Atualizada às 10h15

Uma confusão na troca de líderes do bloco PP, PTC, PTB marcou o início da reunião da Comissão de Finanças na Alepi. O deputado Júlio Arcoverde (PP) foi retirado da Comissão e em seu lugar foi colocado o deputado Lizie Coelho (PTB). 

Na discussão, Júlio pediu respeito. A questão é que saindo Júlio Arcoverde seria um voto a menos contra o projeto do Governo que aumenta as alíquotas do ICMS. 

A oposição diz que foi uma manobra já que o PP anunciou que iria votar contra a proposta. Os deputados discutiram pra saber se dariam continuidade ou não à reunião. 

De acordo com alguns deputados, a mudança não poderia ocorrer porque a alteração não foi lida em plenário. Por outro lado, alguns parlamentares disseram que Júlio Arcoverde não poderia  ser membro da comissão por fazer parte da mesa diretora.

Pouco depois, o presidente interino da Comissão de Finanças da Alepi, deputado Luciano Nunes (PSDB) decidiu dar continuidade à reunião e manter a Comissão sem alterações porque o documento não foi publicado no Diário Oficial.

Por volta de 10h15, o deputado Rubem Martins iniciou a leitura do seu relatório.

O parlamentar, ao ler o relatório, apresentou a supressão do artigo que aumenta a alíquota do combustível e também suprimiu a utilização de empréstimos para o fundo previdenciário. Além disso, houve uma modificação quanto ao Refis, estendendo o prazo que seria encerrado agora para o mês de dezembro deste ano. 

Fonte: cidadeverde.com
Editor: Evandro Júnior

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