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Fábio Abreu reafirma voto contra Temer e diz que retaliação ao Piauí é inaceitável

Deputado critica opinião de deputado do PP sobre retaliações ao Piaui, caso vote contra Temer

Créditos: Foto: Wilson Filho/Cidade Verde Deputado Fabio Abreu (PTB) Deputado Fabio Abreu (PTB)

Em entrevista para a Rádio Cidade Verde, nesta terça-feira (24), o deputado federal Capitão Fábio Abreu (PTB-PI) reafirmou que votará pela admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer e rebateu as críticas de que o Piauí poderia sofrer retaliações por sua atitude. O parlamentar, que deixou a secretaria estadual de segurança para retornar à Câmara temporariamente, afirmou que tal postura por parte do Palácio do Planalto seria inadimissível. 

"Se acontecer, é mais uma prova de que esse cidadão não merece estar na presidência da República, porque afinal de contas ele é presidente é do Brasil, ele está presidente do Brasil", disse Fábio Abreu, por telefone, no Cidade Verde Notícias. "Eu entendo que se houver por parte do presidente algum tipo de retaliação ao Estado do Piauí, é mais uma prova de que ele não merece estar na presidência da República", reafirmou em outro momento da entrevista.

Fábio Abreu voltou para a Câmara para destinar suas emendas parlamentares no orçamento 2018, mas decidiu permanecer em Brasília (DF) para a votação. O deputado garantiu que a decisão é pessoal e não tem relação com o Governo do Estado. Críticos da decisão do parlamentar - como o deputado estadual Júlio Arcoverde (PP-PI) - apontam que o voto contrário do secretário de segurança poderia prejudicar o Piauí, uma vez que o Governo Federal tem enviado recursos para o Estado.  

"A minha postura é individual. É convicção minha, é convicção pessoal pessoal do deputado Fábio Abreu, com relação ao ponto de vista que eu acho que é errado você ter várias fontes de corrupção, principalmente, e eu como parlamentar compactuar com um tipo de situação dessa", declarou. "É inadimissível que venham com um argumento desses, dizer que o fato de um deputado votar pela consciência, pela convicção, pelas provas são apresentadas", acrescentou, ao comentar as declarações de Júlio Arcoverde.

O deputado disse ainda que a Câmara não pode investigar o presidente, tarefa que compete ao Supremo Tribunal Federal (STF) e que deve passar por aval dos parlamentares. 

"O que acontece hoje é que nós temos provas e indícios muito fortes de corrupção, tanto que o próprio procurador-geral da República reformulou esse processo, mas fez a denúncia. Na minha opinião, se não há nada de errado, que siga o processo. Nós não podemos aqui, na casa que representa o povo, parar um processo com tantas acusações, com tantas provas", opinou.

Fonte: cidadeverde.com
Editor: Evandro Júnior

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