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Heráclito diz que não houve balcão de negócios na votação do processo contra Temer

Deputado mostra que todos os partidos foram beneficiados com liberação de emendas

Créditos: Reprodução Heráclito Fortes, PSB/PI Heráclito Fortes, PSB/PI

O deputado Heráclito Fortes (PSB/PI) leu, da Tribuna da Câmara Federal, nesta terça-feira (08), quanto cada partido recebeu em emendas empenhadas nas últimas semanas. O pronunciamento é uma resposta às críticas de deputados oposicionistas de que houve negociata e balcão de negócios na votação do processo contra o presidente Michel Temer. “Nada mais fora de propósito e falso do que isso. Dirijo-me, inclusive, aos que estão em casa, nos ouvindo, para dizer que estou entregando à Taquigrafia a real situação das emendas liberadas até agora”, disse Heráclito.

Segundo afirmou o deputado, o DEM teve R$ 202 milhões de emendas empenhadas; o PCdoB, R$ 69 milhões; PDT, R$ 146 milhões; PEN, R$ 19 milhões; PHS, R$ 40 milhões; PMDB, R$ 651 milhões; Podemos, R$ 4 milhões; PP, R$ 380 milhões; PPS, R$ 59 milhões; PR, R$ 314 milhões; PRB, R$ 164 milhões; PROS, R$ 39 milhões; PSB, R$ 68 milhões; PSD, R$ 305 milhões; PSDB, R$ 443 milhões; PSOL, R$ 15 milhões; PT, R$ 478 milhões; PCdoB, R$ 28 milhões; PV, R$ 29 milhões; REDE, R$ 26 milhões de reais; Solidariedade, R$ 93 milhões de reais. 

Em seu pronunciamento, Heráclito Fortes fez também esclarecimentos sobre a importância da Emenda Impositiva e pediu aos deputados mais responsabilidade ao tratar sobre o assunto. Segundo o parlamentar, com a emenda impositiva não há como discriminar A ou B, porque se o governante for seletivo, responderá pela Lei de Responsabilidade Fiscal e por prevaricação.

“Não deponham contra esta Casa. Não queiram levantar dúvidas ou suspeitas sobre companheiros. Procurem, primeiro, saber a realidade dos fatos. Quando eu vejo aqui alguns companheiros do Nordeste, penso que feliz é aquele que consegue liberar recursos para os seus municípios — que estão passando necessidades — para a construção de um açude, de uma estrada ou de um hospital. Examinem primeiro isso e encarem essa questão do Orçamento com mais responsabilidade, que, aliás, é a segunda principal lei do País — depois da Constituição —, que se renova a cada ano”, concluiu.

Fonte: Portal AZ

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