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IBGE: Piauí é o segundo estado com a maior taxa de analfabetismo do Brasil

População piauiense analfabeta é quatro vezes maior à média das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste

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A taxa de analfabetos no Piauí está muito alta, configurando como a segunda maior do Brasil, perdendo somente para Alagoas. Isso é o que diz a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na última quinta-feira (21/12). No estado, 17,2% dos jovens com 15 anos ou mais não sabem ler nem escrever.

O percentual do Piauí é maior que a média do Nordeste (14,8%) e representa mais que o dobro da média nacional (7,2%). O levantamento foi feito ao longo de 2016. Todos os cinco estados que figuram entre os que têm a menor taxa de alfabetização são nordestinos: Alagoas (19,4%), Piauí (17,2%), Maranhão (16,7%), Paraíba (16,3%) e Ceará (15,2%).

A região Nordeste concentra metade da população analfabeta, em comparação à média nacional. É também quase quatro vezes maior do que as taxas estimadas para as regiões Sudeste (3,8%) e Sul (3,6%), tendo elas os melhores indicadores. Dos 11,8 milhões de analfabetos, 6,5 milhões estão entre os estados nordestinos. No Norte, a taxa foi 8,5% e no Centro-Oeste, 5,7%.

A meta 9 do Plano Nacional de Educação (PNE), lei federal sancionada em 2014, previa a redução da taxa de analfabetismo para 6,5% até o ano de 2015, em todo o Brasil, o que não foi alcançado no Norte e Nordeste. O destaque positivo, todavia, vai ao Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

IDADE, SEXO E RAÇA

A pesquisa mostra, ainda, que a taxa de analfabetismo cresce na medida em que são consideradas faixas etárias mais elevadas da população. Entre pessoas com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo chega a 20,4%. Isso equivale a 6 milhões de pessoas. A taxa de analfabetismo para os homens de 15 anos ou mais de idade foi 7,4% e para as mulheres, 7%.

Entre as pessoas pretas ou pardas, a taxa de analfabetismo dobra. Das pessoas brancas de 15 anos ou mais, 4,2% são analfabetas. Dos pretos ou pardos nessa faixa etária, 9,9% são analfabetos. Uma em cada três pessoas que se declararam de cor preta e parda com 60 anos ou mais era analfabeta, em 2016.

NÍVEL DE INSTRUÇÃO

Além do analfabetismo, a Pnad mostra um quadro preocupante sobre a escolarização no país. A pesquisa revela que 51% da população brasileira de 25 anos ou mais tem somente até o Ensino Fundamental completo. No caso do Ensino Médio, 26,3% desse grupo tinha completado esse nível de instrução. A taxa mais baixa está localizada no ensino superior: 15,3% completaram a etapa.

O Brasil registra em média oito anos de estudo. A quantidade de anos também varia de acordo com a região do país, sendo o Sudeste a área com maior número de anos de escolarização (8,8 anos). O Nordeste aparece na lanterna desse indicador, com média de 6,7 anos de estudo.

Mais uma vez, além da diferença regional, há discrepâncias entre a população branca e a negra, com 9 anos e 7,1 anos de estudo, respectivamente. “As pessoas de cor branca historicamente tiveram mais acesso à escola que pessoas de cor preta e parda, e isso se reflete no indicador” analisa a pesquisadora do IBGE, Helena Monteiro, em entrevista ao site O Globo.

Fonte: oitomeia.com.br
Editor: Evandro Jr.

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