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Justiça aceita denúncia contra Cabral, 'Rei Arthur', Sérgio Côrtes e mais cinco

Este é 15ª processo da Lava Jato ao qual o ex-governador do Rio vai responder

Créditos: G1 Ex-governador do Rio Sérgio Cabral está preso desde novembro (Foto: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO) Ex-governador do Rio Sérgio Cabral está preso desde novembro (Foto: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO)

A Justiça Federal do Rio aceitou a denúncia contra o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), o ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes, o empresário Arthur Cesar de Menezes Soares Filho (conhecido como Rei Arthur) e mais cinco. Com a decisão do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, Cabral passa a ser réu em 15 processos.

A denúncia da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) da Lava Jato foi feita com base na primeira fase da operação "Unfair Play" (jogo sujo, do inglês), deflagrada em setembro.

São acusados:

Sérgio Cabral, ex-governador acusado de chefiar a organização criminosa
Sérgio Côrtes, ex-secretário de Saúde do RJ
Arthur Soares, o Rei Arthur, maior empresário de transportes do Rio
Eliane Pereira Cavalcante, sócia de Arthur
Carlos Miranda, operador
Renato Chebar, doleiro
Enrico Vieira Machado
Leonardo de Souza Aranha.
 
"Rei Arthur", que está foragido, é acusado de pagar US$ 10 milhões a Cabral para receber benefícios do ex-governador em contratos de sua empresa. Ele também já era acusado de intermediar a compra de votos da Rio 2016.

Segundo o MPF, em troca de vantagens na celebração de contratos com suas empresas, Arthur efetuou pagamentos de vantagens indevidas a diferentes pessoas. Dono do Grupo Facility, durante o mandato de Cabral como governador, foi apontado como o maior fornecedor de mão de obra terceirizada do governo estadual. Ele chegou a faturar aproximadamente R$ 250 milhões.

Segundo os procuradores, Arthur realizou pagamento de vantagens indevidas por meio de entrega de dinheiro em espécie, contratos fictícios ou pagamento de despesas pessoais, como, por exemplo, contrato entre a KB Participações e a GRALC/LRG Agropecuária, empresa de Carlos Miranda, em valores acima de R$ 1 milhão.

Também foi apurado, de acordo com os investigadores, que a empresa Facility, que possui contratos com o Estado do Rio de Janeiro, custeou a implantação de sistema de segurança na cobertura do então secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, em valor de cerca de R$ 148 mil.

Cabral é acusado de receber US$ 10,4 milhões em propina de "Rei Arthur", entre março de 2012 e novembro de 2013, e ocultar o valor no exterior, além de ter recebido um total de R$ 1 milhão no Brasil entre 2007 e 2011. De acordo a denúncia do MPF, o pagamento era feito no país com entregas de recursos em espécie, celebração de contratos fictícios com membros da organização criminosa e pagamento de despesas pessoais.

O MPF aponta ainda que, no exterior, "Rei Arthur" repassava o dinheiro da conta de sua empresa Matlock para a conta Blue Stream e outras contas de Renato Chebar. Segundo os procuradores, Foi comprovado que Cabral chegou a ocultar a soma de US$ 100 milhões nessas contas.

2ª fase da 'Unfair Play'

Ainda de acordo com o Ministério Público Federal, a investigação relacionada à compra de votos para a escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016 prossegue após a deflagração, na semana passada, da "Operação Unfair Play – Segundo tempo".

A ação levou à prisão o então presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, que renunicou nesta quarta-feira (11) ao cargo; e seu braço-direito, Leonardo Gryner, ex-diretor do COB e do Comitê Rio 2016.

Fonte: G1
Editor: Evandro Júnior

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