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Moro diz que não cabe mais perícia técnica em recibos de aluguéis apresentados por Lula

Decisão é desta terça-feira; juiz federal deu três dias para MPF e Lula apresentarem seus argumentos

Créditos: veja.abri.com.br Juiz Sergio Moro Juiz Sergio Moro

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, decidiu nesta terça-feira (19) pela não realização da perícia nos 31 recibos de aluguéis apresentados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não cabe mais realizar provas", explicou.

Lula é acusado de receber um apartamento em São Bernardo do Campo como propina da Odebrecht em troca de contratos com a Petrobras. Ele nega e apresentou recibos de pagamento dos aluguéispara o empresário Glaucos Costamaques, proprietário do imóvel.

Para os procuradores, esses recibos são ideologicamente falsos, ou seja, foram produzidos para dar aparência de legalidade a atos ilícitos. Alguns deles, conforme o Ministério Público Federal (MPF), têm datas que não existem no calendário.

No despacho, Moro deu três dias para que o MPF e as defesas de Lula e de Costamarques apresentem os seus argumentos finais no processo de incidente de falsidade.

MPF x Lula

Na segunda-feira (18), o Ministério Público Federal (MPF) desistiu da perícia técnica. De acordo com os procuradores, o conjunto probatório atual já permite concluir que Costamarques firmava os recibos ideologicamente falsos em blocos, com objetivo de dissimular a locação do apartamento.

“Após a colheita da prova oral, não mais persiste a postulação de realização de prova pericial porque os aspectos pontuais atinentes à confecção dos documentos de que se trata, que se pretendia aclarar por prova técnica, já estão suficientemente elucidados”, consideraram os procuradores.

A defesa de Lula, que responde por corrupção e lavagem de dinheiro, também se manifestou na segunda. Os advogados afirmam que a perícia técnica não é necessária porque os recibos são autênticos.

“(...) Está devidamente comprovada a autenticidade dos recibos apresentados bem como a quitação emitida em favor da inquilina, D. Marisa Letícia Lula da Silva, não havendo novos requerimentos a serem realizados por esta Defesa”, escreveram os advogados.

Um perito particular contratado pela defesa do ex-presidente disse que os documentos com datas de 2011 a 2015 foram assinados em datas diferentes.

Fonte: G1
Editor: Evandro Jr.

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