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MPF denuncia 2 ex-governadores do DF e mais 10 por corrupção no Mané Garrincha

Gestores foram denunciados por organização criminosa, corrupção passiva, entre outros crimes

Créditos: G1 Os ex-governadores do DF Agnelo Queiroz e Jose Roberto Arruda, e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli, investigados pela PF sobre construção do estádio Mané Garrincha (Foto: Beto Oliveira/Câmara dos Os ex-governadores do DF Agnelo Queiroz e Jose Roberto Arruda, e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli, investigados pela PF sobre construção do estádio Mané Garrincha (Foto: Beto Oliveira/Câmara dos

A lista de denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da operação Panatenaico – que investiga um suposto esquema de corrupção nas obras do estádio Mané Garrincha – inclui dois ex-governadores do Distrito Federal, um ex-vice, dois advogados, cinco empresários e executivos e dois servidores de carreira.

Os detalhes foram obtidos com exclusividade pela TV Globo. Todos os 12 citados foram denunciados por associação criminosa. Nove vão responder, também, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Outros dois, por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Quatro foram denunciados, ainda, por fraude à licitação.

A lista inclui pessoas que foram presas na primeira fase da operação Panatenaico, em maio de 2017, e outras que foram alvos de mandados de condução coercitiva, e de busca e apreensão. Outros alvos da operação naquele momento – como o secretário Extraordinário da Copa do governo Agnelo, Claudio Monteiro – não são citados nessas denúncias.

Confira a lista de denunciados:

Agnelo Queiroz (PT), ex-ministro do Esporte e governador do Distrito Federal entre 2011 e 2014

José Roberto Arruda (PR), governador do Distrito Federal entre 2007 e 2010. Foi preso preventivamente durante o mandato, por suposto envolvimento em suborno a jornalista e teve o mandato cassado por infidelidade partidária.

Nelson Tadeu Filippelli (MDB), ex-vice-governador na gestão Agnelo. Por oito meses, até esta terça, trabalhou como assessor especial do presidente Michel Temer. Após a prisão, ele foi exonerado do cargo.

Nilson Martorelli, ex-presidente da Novacap. Responsável pela execução das obras públicas no DF, foi a Novacap que assinou e monitorou todos os contratos com empreiteiras para a construção do estádio.

Maruska Lima Holanda, ex-diretora de Obras Especiais da Novacap. Funcionária de carreira da empresa desde 1998, ela coordenou a construção do Mané Garrincha como representante do governo.

Jorge Luiz Salomão, empresário do ramo de construção no DF. É citado pelo MPF como um dos "operadores ou representantes para arrecadar sistematicamente o dinheiro das construtoras", no suposto esquema de propina.

Sérgio Lúcio Silva de Andrade, empresário do DF. É citado pelo MPF como um dos "operadores ou representantes para arrecadar sistematicamente o dinheiro das construtoras", no suposto esquema de propina.

Fernando Márcio Queiroz, dono da Via Engenharia. A empresa do DF fazia parte do consórcio que construiu o Mané Garrincha, junto com a empreiteira Andrade Gutierrez.

Afrânio Roberto de Souza Filho, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal. Na ação do MPF, ele é citado como "operador financeiro" de Tadeu Filippelli, "conforme o acordo de leniência entre o MPF e a Andrade Gutierrez".

Luiz Carlos Alcoforado, empresário e advogado de Agnelo Queiroz durante o mandato como governador do DF, entre 2011 e 2014.

José Wellington Medeiros, advogado do ex-governador José Roberto Arruda.

Alberto Nolli Teixeira, executivo da Via Engenharia.

Segundo a denúncia, Agnelo, Filippelli e Arruda comandaram um esquema de distribuição de propina, cobrada do consórcio que venceu a licitação para as obras. O estádio foi construído pela Andrade Gutierrez e pela empreiteira local Via Engenharia.

Fonte: G1
Editor: Evandro Jr.

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