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Norberto e Sigifroi explicam recusa ao Podemos e falam em ser candidatos pelo PPS

Adotando um discurso de oposição à Wellington Dias, os dois se mostram dispostos a se candidatarem

Créditos: viagora.com.br Norberto Campelo e Sigifroi Moreno Norberto Campelo e Sigifroi Moreno

Os advogados Norberto Campelo e Sigifroi Moreno, ambos ex-presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Piauí (OAB-PI), estão realmente dispostos a trocarem suas carreiras para se tornarem políticos. Em entrevista ao OitoMeia, por telefone, na manhã desta segunda-feira (20/11), Norberto e Sigifroi falaram sobre estarem prestes a se filiar ao PPS para lançarem suas candidaturas. Norberto deve disputar o Governo do Estado e Sigifroi uma das vagas para o Senado Federal.

Na entrevista eles também explicam por que recusaram o convite de filiação ao Podemos, partido recém lançado e administrado, no Piauí, pelo deputado federal Silas Freire. E deixaram bem claro que suas candidaturas estão condicionadas à estarem na oposição ao atual governador Wellington Dias (PT).

“Nós recebemos um convite para nos filiarmos ao Podemos nacional, mas colocamos como premissa a oposição ao governo. Como este partido, no Piauí, está junto ao Governo do Estado, torna-se inviável sairmos candidatos. E por conta disso inviabilizou a nossa filiação ao Podemos no estado”, explicou Norberto, que chegou a ter o nome anunciado pelo próprio Silas como possível filiado.

Norberto revelou que a filiação ao PPS está bem encaminhada: “Há uma grande possibilidade da filiação. Ficamos muito felizes com o convite”. Sigifroi Moreno também foi na mesma linha do colega advogado e que lhe antecedeu como presidente da Ordem: “O Podemos é um partido a favor do Governo e nós somos contra. Ainda não está nada definido, ainda temos algumas questões a discutir, mas há a possibilidade (de filiação ao PPS)”.

NORBERTO CANDIDATO A GOVERNADOR
Norberto Campelo não esconde que suas pretensões são exclusivamente para o cargo de chefe do executivo estadual. E diz que assim o faz por não ver, atualmente, na sua avaliação, nenhum nome que possa ser adversário de W.Dias. “Minha candidatura é exclusiva ao cargo de governador. Não quero ingressar na política para ser político. Nunca foi um dos meus projetos de vida. O que acontece é que eu ainda não vi um nome nesse meio que possa mudar o atual cenário”, ressaltou.

Sobre a gestão do atual governador petista, Norberto não poupou críticas, citou o que chama de “arrocho” na economia local e acredita que a sua gestão está sendo “extremamente prejudicial” para o Piauí. “Nós precisamos de uma administração melhor. Ele (Wellington Dias) tem uma política de arrocho prejudicando o estado e a população e nós não podemos concordar com isso”.

Perguntado se não vê como oportunismo a sua candidatura, devido às várias críticas à classe política como um tudo, Norberto disse que não considera desta forma: “Qualquer outro nome que surja e que eu compreenda que é bom para o Piauí eu mesmo declino. Eu não preciso ser candidato. A política é um sacrifício, se surgir algum nome que eu acredite ser bom para o estado eu irei apoiar”.

SIGIFROI CANDIDATO AO SENADO
Um pouco mais cauteloso, Sigifroi Moreno preferiu focar no que chama de “pré-filiação”. Perguntado sobre a possibilidade de ser candidato a senador, ele não descarta, mas também não confirma. “Discussão sobre cargo político é só no próximo ano, agora o foco é na pré-filiação, decidir ou não se vamos nos filiar ao PPS”, relatou.

Assim como Norberto, Sigifroi também critica o atual governo. E disse que Wellington Dias possui um sério problema de gestão. Na sua visão ele prejudica os futuros governantes: “O governo está inviabilizando futuras gestões. Não está cumprindo com suas obrigações, pelo contrário, está endividando o  Estado”.

Sigifroi também falou sobre críticas por parte de algumas pessoas com relação a sua entrada na política. Para muita gente, é um oportunismo de advogados conhecidos, já que a população está propensa a votar naquela figura ‘não política’. “Eu sou um profissional exclusivamente da advocacia. Primo pela ética e não há porque eu largar tudo o que sempre prezei por oportunismo ou algo do tipo. Eu creio que nós estejamos vivendo um momento crítico e enquanto cidadão vou fazer meu papel que é ajudar o estado”, pontuou.

Fonte: viagora.com.br
Editor: Evandro Júnior

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