Portal O Mandacaru

PMDB quer explicações sobre reunião entre PT e Progressistas

A reunião entre o governador e Marcelo Castro deve acontecer nesta quarta-feira (28) em Brasília.

Créditos: Reprodução Deputado Federal, Marcelo Castro (PMDB-PI) Deputado Federal, Marcelo Castro (PMDB-PI)

O PMDB vai pedir explicações ao governador Wellington Dias sobre a reunião da última sexta-feira entre líderes do PT e Progressistas. O partido quer saber o que foi acertado entre o chefe do Executivo estadual com o senador Ciro Nogueira, que na semana passada defendeu a realização de pesquisa para indicação do vice na chapa majoritária em 2018. A vaga tem sido pleiteada pelo PMDB que até nome já indicou: o do presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Themístocles Filho. 

“O que nós estamos sabendo é que houve uma reunião na sexta entre a cúpula do PT, coordenada pelo governador Wellington Dias, e pela cúpula do PP. As notícias que chegam pra gente são as mais desencontradas. O que nós resolvemos foi procurar o governador para que ele possa dizer, de maneira oficial, o que realmente aconteceu nessa reunião”, afirmou o presidente do PMDB, deputado federal Marcelo Castro, em entrevista à TV Cidade Verde.

A reunião entre o governador e o deputado deve acontecer nesta quarta-feira (28) em Brasília. Marcelo Castro disse que o partido está tranquilo, já que é, segundo ele, um dos mais leais ao petista. “Nós estamos tranquilos. O PMDB é inegavelmente hoje um dos partidos mais leais ao governador. Há uma reciprocidade por parte do governador com relação ao PMDB”, declarou.

Marcelo Castro disse ainda que seria inconcebível o PMDB ter que explicar para o Piauí, o motivo de não ter ficado com nenhuma vaga na chapa majoritária, tamanha é a envergadura do partido. “E a força, a tradição, a importância, a significação política do PMDB no momento que nós estamos vivendo? Eu entendo que é impensável, inconcebível, inadmissível e ficaria muito difícil o PMDB se explicar perante a opinião pública, perante os seus eleitores, perante o seu quadro político, que numa chapa majoritária que tem quatro vagas, um partido como o PMDB que tem um senador, um deputado federal, um suplente de deputado federal com praticamente 80 mil votos, sete deputados estaduais, não tenha direito a nenhuma dessas vagas”, reclamou.

O deputado federal disse que não espera outro posicionamento do governador, que não seja o desejo de ter o PMDB na chapa. “Entendo que isso é uma coisa absolutamente tranquila. Nós não esperamos outra posição do governador que não seja essa de que o PMDB estará na chapa majoritária de 2018. O PMDB trabalha para isso de uma maneira muito leal e transparente sem querer menosprezar ou tomar o lugar de ninguém”, disse, ressaltando que o pedido dos peemedebistas não é fora de propósito.

“Nós temos 4 vagas e o PMDB está reivindicando uma só, sendo assim o pedido do partido não é fora do propósito, pelo contrário, isso é bastante razoável e é o mínimo que o PMDB pudesse cobrar de uma negociação política. A pedida do PMDB é uma coisa decidida, clara, transparente, todo mundo sabe disso. É uma coisa inquestionável. O PMDB trabalha para indicar o vice e o nome indicado é do Themístocles”, afirmou.

Segundo Marcelo Castro, o partido ficou apreensivo com as informações que saíram da reunião, mas deixa claro que jamais desconfiou do governador. “É tanta história que saiu, mas nós em nenhum momento trazemos qualquer sentimento de desconfiança com o governador. O motivo da reunião é para gente beber da fonte original, ou seja, o PMDB quer saber oficialmente do governador o que foi que aconteceu nessa reunião para o PMDB se posicionar. São vários partidos na base. Se esses partidos vão participar da eleição, vão participar da composição da chapa, a começar pelos mais expressivos. Começou pelo PT e PP, tudo ótimo, não há problema nenhum. Ficamos apreensivos com as conversas. Para nós não aconteceu nada demais. Evidentemente que os outros partidos também vão participar”, opinou.

O parlamentar também deixou claro que é contra a realização de pesquisas para indicar os ocupantes das vagas. “Se não houvesse necessidade de aliança era só fazer uma pesquisa. São 4 vagas, nós entendemos que tem duas vagas dessas que são irremovíveis, a do Ciro e do governador. Sobram para negociar, com todo respeito a Regina e Margarete, a vaga de vice e a outra a senador. A escolha será de maneira transparente e correta”, finalizou.

Fonte: cidadeverde.com
Editor: Evandro Júnior

Copyright 2017 - Portal O Mandacaru